HISTÓRIA DA NOSSA FREGUESIA
A Freguesia de Lavegadas fica a nascente do Concelho de Vila Nova de Poiares, tem a sua sede na aldeia da Igreja Nova e dista de Coimbra cerca de trinta quilómetros. São sete as suas Aldeias que a abrange, a saber: Barreiro; Igreja Nova; Moura Morta; Mucela; Sabouga e São Pedro Dias. A Freguesia deLavegadas possui uma das mais belas paisagens da Região Centro. Comunga com a natureza a humildade dos seus habitantes. É uma força activa no Concelho de Vila Nova de Poiares, porque é necessario recordar que o nosso Concelho é imenso na sua pequenez geográfica. Cada terra distingue-se da outra e forma com ela a salvaguarda de uma arte própria que comunga na diversidade dos factos com a realidade das coisas, a forma distinta de ser e fazer cultura. É a Freguesia mais pequena e menos populosa do Concelho de Vila Nova de Poiares. Resulta de uma desanexação da Freguesia de São Miguel de Poiares à qual se veio juntar a povoação da Moura Morta no século passado - 1898 - embora já pertencesse para fins eclesiásticos, desde o século XVIII.
DESCRIÇÃO DO BRASÃO
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A Nossa presença como comunidade regista-se com um dólmem megalítico no alto de São Pedro Dias, que está classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto-Lei n.º 29/90 de 17 de Julho. Em 1959 o Senhor Doutor João Castro Nunes efectuou as primeiras investigações arqueológicas na necrópole dolménica.
A Ponte de Mucela edificada no século XIII, em 1928, obra gótica no reinado de D. Dinis. É das mais importantes construções do tipo de quantas chegaram até nós dessas remotas eras. Esta ponte foi edificada para passagem do rio Alva, desde sempre se entiu a necessidade de atravessar o rio em segurança e durante todo o ano. Sofreu ao longo dos séculos obras de conservação. Tem - se conhecimento de obras realizadas no século XVI, no tempo do Cardeal D. Henrique, e, em 1833 em virtude do corte de uns arcos para impedir a retirada das tropas francesas, da terceira invasão. Recentemente sofreu obrasb de beneficiação devido ao fluxo rodoviário que nela passa.
O Rio Alva que nasce na Serra da Estrela foi um baluarte da nossa imagem social devido às moendas e lagares, rodas de tirar água para os terrenos confinantes, ao trabalho do linho e actividades piscatórias.
As açucenas representam São José. A origem eclesiástica influenciou profundamente as Freguesias. A esmagadora maioria é de origem religiosa, só no século XIX lhes foram conferidas atribuições próprias de pessoas colectivas. O dia que se venera na freguesia como sendo o seu "feriado" é o dia 19 de Março.
As duas árvores as "Bétulas Celtibéricas" - os Bidoeiros - que deram nome à serra pela sua abundância em tempos, permitem ser uma das nossas referências. "As noivas das florestas" são famosas pelo seu realce na verdura, devido ao seu bonito tronco de casca branca. Da serra do Bidoeiro deslumbra - se a Serra da Estrela, do Açor, do Caramulo e do Buçaco. A nossa comunidade vive intensamente a sua identidade basada nestas evidências, e tentam que os jovens as compreendam como um conteúdo válido de valores.
PERSONALIDADES

Dr. António Henriques - Ilustre Licenciado em Ciencias Históricas-Filosóficas pela Universidade de Coimbra (1942). Curso de Ciências Pedagógicas (1943). Estágio para professor do Ensino Técnico (1947-1949). Exame de Estados - 10º Grupo - em (1949). Com uma fabulosa carreira docente.
Escritor:
-Autor, de colaboração com outros professores, dos livros;
- História Geral e pátria;
- História;
- Portugal Maior;
- Terra Portuguesa;
- Casa Lusitana;
- Formação Corporativa;
- E possuidor de uma obra vastíssima de sua autoria;
- Colaborador da Enciclopédia Verbo Juvenil e do Boletim Escolas Técnicas;
- Colaborador dos jornais regionais : "A Comarca de Arganil" e o "Poiarense"
Louvores e Condecorações:
-Louvado pela Inspecção do Ensino Técnico, ao tempo em que era Director da escola Técnica Eugénio dos Santos - Lisboa.
-Comendador da Ordem da Instrução Pública - 1969.
-A titulo póstumo recebeu a medalha de ouro pelos bons serviços prestados ao Concelho de Vila Nova de Poiares.
Sr. António Gonçalves
- Detentor do curso Comercial.
- Funcionário da Fundação Calouste Gulbenkian, na qual foi distinguido com uma medalha de prata pelos bons serviços prestados.
- Livreiro e Bibliotecário. Editou livros de Florbela Espanca, Guerra Conde Júnior entre outros.
- Benfeitor da Freguesia de Lavegadas e do Concelho. Mandou edificar uma biblioteca onde hoje se situa a sede da Junta de Freguesia.
- Colaborou activamente na construção da estrada São Pedro Dias/Sabouga, entre outras obras de beneficiência.
- Presidente da Junta de Freguesia de Lavegadas no periodo 1980 a 1983.
- No dia mundial do livro a Câmara Municipal de Góis atribuiu-lhe a medalha do Concelho em 1997.
Sr. Fernando Inácio Ferreira - Homem rude, mas de bom coração.
- Era como uma sentinela aberta para a sua Freguesia, nada se fazia ou acontecia que ele não soubesse. Era o mensageiro das populações já que tinha um estabelecimento no alto de São Pedro Dias na Estrada Nacional Nº. 17, e, por caminhos e outeiros levava as boas novas e as más.
- Foi um grande impulsionador da vigência democrática no Concelho e um lutador nato pelos ideais da revolução de 25 de Abril, fez arte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares. Recebeu em 1997 a titulo póstumo a medalha de ouro da Liberdade do Concelho de Vila Nova de Poiares.
Presidentes de Junta da Freguesia de Lavegadas desde 1974
Sr. António Reinaldo Ferreira Sr. Armindo da Silva Mendes Sr. António Gonçalves
10-07-1974 a 23-01-1977 23-01-1977 a 15-02-1980 15-02-1980 a 30-01-1983
Sr. Antonino H. caramelo Sr. António Frenandes Lima Srª. Isabel Maria Lucas
30-01-1983 a 03-12-1984 09-12-1984 a 02-01-1986 02-01-1986 a 06-01-1990
Sr. António A. da Silva Sr. Jorge Gonçalves Sr. António F. Francisco
06-01-1990 a 08-01-1994 08-01-1994 a 21-10-2005 21-10-2005 a 01-06-2006
Sr. Álvaro Rei
Presidente Actual
Referências da Nossa Freguesia...
Igrejas e Capelas
No nosso país a cultura religiosa assume um papel importante na vida dos cidadãos, pois no percurso de norte a sul, facilmente encontramos igrejas, capelas, alminhas, sés, catedrais... que mostram precisamente a fé e ligação da população ao culto religioso.
Na nossa freguesia existem quatro capelas e uma igreja:
-Capela de Sabouga - santo padroeiro: Santo Inácio de Antióquia
-Capela de São Pedro - santo padroeiro: São Pedro
-Capela de Mucela - santo padroeiro: Santo António
-Capela da Moura Morta - santo padroeiro: Divino Espirito Santo
-Igeja na Igreja Nova - santo padroeiro: São José
As capelas e igreja são todos os anos alegradas pelas festas e romarias em honra do respectivo Santo Padroeiro. A estas festas se deslocam muitos dos habitantes locais, arredores e "filhos da terra" que por variados motivos se distanciaram da terra que os viiu nascer, mas que regressam nestas alturas para visitar os familiares e prestar uma homenagem ao santo padroeiro.
Estas festas são caracterizadas por música popular, pela tradicional missa e procissão com alguns andores enfeitados a rigor, que percorrem algumas das ruas locais.
Alminhas
As alminhas são um reflexo da crença religiosa dos povos, construídas frequentamente em caminhos e encruzilhadas para protecção dos viajantes e das terras.
A designação de alminhas atribui-se a pequenas "capelas" de forma rectangular com uma escavação no meio, fechada através de grades de ferro, na qual se encontra uma imagem religiosa, acompanhada de uma legenda também de feição religiosa, e um painel ilustrado com pinturas representativas das almas do Purgatório, auxiliadas por Santidades ou símbolos religiosos que têm como objectivo libertar esses pobres cristãos das chamas do inferno.
Com o passar dos tempos estes painéis pintados foram sendo substituídos por azulejos, mas o culto de flores e velas continua a ser frequente por alguns crentes, que por ali passam.
Cata-Ventos
Uma das formas mais antigas de conhecer o rumo ou direcção do vento é recorrendo a Cata-Ventos, assumindo estes um carácter importante para a agricultura.
Estes instrumentos eram constítuidos por uma bandeira metálica que gira livremente mantendo-se em equilibrio, pois têm o seu centro de gravidade sobre um eixo vertical.
Nestas estruturas são distintas a ponta e a cauda, movendo-se esta última em direcção oposta ao vento. Para que a direcção esteja bem patente, por baixo do Cata-Vento encontra-se uma pequena estrutura metálica indicando os quatro pontos cardeais.
Os Cata-Ventos também foram construídos nas torres das Igrejas, no topo dos coretos, e em casas particulares, nas quintas e áreas agrícolas coroando a armação de um poço e engenho do qual é retirado água.
De ferro fundido ou ferro forjado, pintados, ou normalmente sem qualquer tipo de pintura, os Cata-Ventos apresentam as mais variadas figuras ou cenas. Representam as tradições das áreas onde se inserem, bem como cenas ou motivos relativos aos locais onde foram fixados.
As representações são as mais diversas, mas sempre de acordo com o proprietário ou local onde foram instalados.
Nas áreas rurais são frequentes cenas de caça, figuras de animais, particularmente de aves. Nas torres das Igrejas facilmente encontramos o galo ou anjos. Nas casas particulares entre outros encontramos com frequência caravelas e esferas armilares.